quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DE 6 DE NOVEMBRO A 6 DE DEZEMBRO, VOTE NO PLEBISCITO NACIONAL POPULAR PELOS 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!


No último dia 24 de outubro, o Comitê Nacional da Campanha pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já se reuniu na sede do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE RJ). Uma das definições centrais da reunião foi a realização do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB já para a Educação no período de 6 de Novembro a 6 de Dezembro.

A pergunta do Plebiscito será: Você é a favor do investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para Educação Pública Já? Com as possibilidades de resposta Sim ou Não. Também foi definido que os Estados terão autonomia para colocar uma pergunta específica sobre a realidade de cada local.

A reunião refletiu os informes de 15 estados, aonde, ainda que de maneira desigual, a campanha está avançando. A confecção das cédulas será descentralizada, para permitir que as perguntas locais sejam incorporadas, os cartazes nacionais estão sendo confeccionados pelas entidades envolvidas na campanha e podem ter sua arte reproduzida em cada local.

Para a votação, é necessário garantir as cédulas, as listas de votantes, as atas de apuração, uma urna (que pode ser adquirida com algum sindicato que as tenha, ou pode ser improvisada, como é característico dos plebiscitos organizados pelos movimentos sociais) e muita disposição de debater, conversar e apresentar para a população brasileira esta luta justa e fundamental para toda a juventude e a classe trabalhadora do nosso país.

Mãos à Obra! É hora do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!
 
Fonte: http://www.dezporcentoja.blogspot.com/ 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A beleza feminina entre Eva e Maria

Eva  e  Maria  constituem  os  dois  polos  da  beleza  feminina  na  Idade Média.  Essa  oposição  exprime  a  tensão  que  existe  no  próprio  coração  da imagem  da  mulher.  De  um  lado,  existe  Eva,  a  tentadora  e,  mais particularmente, a pecadora, que provém de uma leitura sexuada do pecado original. Mas, ao mesmo tempo, a Idade Média não esqueceu que o Deus do Gênesis criou a mulher para que ela fosse a companheira do homem, a fim de não deixá-lo só. Eva representa, assim, essa auxiliar do homem que lhe é necessária. Por outro lado, a Eva da criação e de antes do pecado original está nua, aliás, como Adão. E a arte medieval, de que o casal da criação será um dos grandes temas, introduz o nu feminino na sensibilidade da época.
 
É  por meio  dessa  referência paradisíaca, dessa presença da nudez, dessa psicologia da tentação, que a Idade Média descobre a beleza feminina.
 
(...)  Eva  é  uma  das  encarnações  da  beleza  que  leva  a  Idade  Média  à descoberta do corpo e, sobretudo, do rosto feminino, presente em numerosos retratos.
 
Diante de Eva, Maria aparece como a redentora. É a beleza sagrada diante da beleza profana. E a beleza feminina é feita do encontro dessas duas belezas. Mas se o corpo de Maria não é objeto de admiração, seu rosto, o é. E é o duplo rosto da mulher Eva e da mulher Maria que produz essa promoção do rosto feminino, que se impõe principalmente a partir do fim da Idade Média, no século XIII, com o gótico.

LE GOFF, J.; TRUONG, N. Uma história do corpo na Idade Média. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 142-143.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SP prevê reprovação no 7º ano

A partir do ano de 2012 os alunos da rede pública poderão ser reprovados no sétimo ano
Antes o aluno só podia ser retino no 5º ou no 9º anos / Foto: Stock.xchng 
Antes o aluno só podia ser retino no 5º ou no 9º anos Foto: Stock.xchng


A proposta para alterar a progressão continuada de alunos da rede estadual de ensino foi aprovada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).


A partir do ano que vem, os alunos da rede pública poderão ser reprovados no 7º ano do ensino fundamental. Hoje, com a progressão continuada, não há reprovação ao final de cada ano do ensino fundamental, apenas no fim dos ciclos de aprendizagem, ou seja, o aluno só pode ser retido no 5º ou no 9º ano.


A criação da reprovação em três etapas já estava nos planos do governo desde o começo do ano. A intenção é que o aluno tenha maior acompanhamento durante o aprendizado.


O Estado ainda não divulgou oficialmente a mudança, mas informou que será discutida em outubro e pode ser alterada em seguida.

sábado, 17 de setembro de 2011

A FAMÍLIA NO CONTEXTO ESCOLAR

Por Ricardo Viana

Praticamente em todos os conceitos e pré-conceitos existente sobre determinado assunto está repleto de concepções equivocadas e que ao longo do tempo foram sendo vistas como corretas ou como modelos perfeitos a serem seguidos. A família é um desses conceitos e vem passando por um processo de mudanças significativas. Maria Rita Kehl em seu texto: “Em defesa da família tentacular” articula de forma primorosa a visão que a sociedade, principalmente os meios de comunicação, propaga e persegue da família dita “perfeita” que na verdade é produto de uma ilusão, pois esse modelo nunca teria existido efetivamente.

Aquele modelo tradicional, pai, mãe e filhos, já não é unanimidade, sobretudo nas famílias brasileiras. Hoje vemos uma quantidade grande de crianças sendo criadas por avós, mães e pais solteiros ou desquitados, separados, criados pelos irmãos ou tios, além dos casais homossexuais que recentemente tiveram a concessão para adotar filhos. Acreditar que essa diversidade de modelos caracteriza a “desestruturação familiar” e que seriam então responsáveis pela degradação social das crianças de hoje é no mínimo “relativa” levando em consideração as transformações e mudanças que também ocorrem em outros segmentos da sociedade brasileira atual, tais como a degradação do espaço público, dos conceitos religiosos e estruturais, econômicos e tecnológicos e etc.

Todo esse panorama vem de encontro a uma necessidade da sociedade e principalmente da escola de enxergar a família com “outros olhos”, não mais com pré-conceitos, não mais com aquele olhar ora de pena, ora jogando toda a culpa da conduta errada do aluno nela. É preciso ter os vários modelos de famílias como parceiras no processo de educação. Se a escola conseguir a aproximação dos familiares dos alunos, seja ele irmão, tio, avô e ou qualquer um dos responsáveis, terá dado um grande passo para a efetivação de uma educação mais democrática e de qualidade.

Tentar a aproximação dessas famílias ao ambiente escolar pode ser conseguido com a abertura da escola para projetos sociais, palestras educativas, oficinas e outros que valorizem a participação desses na sociedade e no acompanhamento dos alunos, fazendo-os sentirem-se acolhidos e respeitados. As reuniões devem ser, não só para mostrá-los que o aluno precisa melhorar, mas também para posicioná-los das qualidades e potencialidades que os filhos deles têm, precisando apenas de estímulos e incentivos. Desta forma as famílias se conscientizarão que fazem parte da educação escolar de seus filhos, não como responsáveis únicos desta, mas como parceiros dos professores e da escola nesse processo.   

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Adolescência e o papel do professor

Por Ricardo Viana

A fase mais importante da vida de um indivíduo (e tambêm a mais conflituosa) é a da adolescência.

Momento marcante para muitos em que tudo a sua volta e em sí mesmo parece não se encaixar, seu corpo está mudando, sensações novas são sentidas, dúvidas e incertezas. O jovem sente-se perdido, não sabe se ainda é criança ou se já é adulto e frusta-se ao perceber não ser nem um, nem outro.

De todos os conflitos e incertezas que atravessam os jovens nos dias atuais, podemos destacar dois mais importantes e que os afetam consideravelmente em seu dia e principalmente no ambiente escolar, são: a sexualidade, ocasionada pelas tranformações hormonais e a violência, reflexo da própria desestruturação social da contemporâneidade.

Como o Professor pode interferir nestas problemáticas? Em ambos os casos o papel do professor é extremamente importante, pois muitos alunos tem na imagem deste um referêncial que não pode ser ignorado. O professor (e eu como um) deve trabalhar de forma transdiciplinar, abordando esses temas em sua disciplina de forma a levar os alunos à reflexão crítica dos conceitos e modelos, muitas vezes imposto pela sociedade através da mídia em geral. A banalização do sexo, as diferenças de visões das várias culturas, no passado e presente, em relação ao corpo, sexualidade (homo e hetero) deve ser amplamente discutida, para que os alunos percebam que não são os único na história da humanidade a sentir-se delocados e perdidos. Em relação a violência, despertá-los para a massificação e manipulação que muitas vezes ocorrem nos noticiários, problematizando as divergências e diferenças de opniões e gostos, trabalhando a diversidade cultural e a riqueza existente nela.

Como diz Álvaro Chrispino: "As escolas que valorizam o conflito e aprendem a trabalhar com essa realidade, são aquelas onde o diálogo é permanente, objetivando ouvir as diferenças para melhor decidirem; são aquelas onde o exercício da explicitação do pensamento é incentivado, objetivando o aprendizado da exposição madura das idéias por meio da ssertividade e da comunicação eficaz; onde o curriculo considera as oportunidades para discutir soluções alternativas para os diversos exemplos de conflito (...)".

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Escola e o tempo

Autor: Ricardo Viana

              O tempo sempre foi ao longo da história objeto de fascínio humano, transformando-se e adaptando-se as necessidades de cada época. Na antiguidade o tempo era o tempo rural, diretamente ligado à natureza regulava os fazeres diários conforme o sol nascia, em algumas sociedades era associado aos deuses e tinha suas características próprias. Na modernidade e na contemporaneidade, o tempo passou a regular de forma mais cruel o homem, principalmente após a revolução industrial em que o tempo passou a ser medido mecanicamente através do relógio e depois com o meio de produção conhecido como “fordismo“.

            Esse modelo de tempo cronológico dominador e implacável é o tempo que conhecemos hoje, é ele que nos direciona e nos conduz todos os dias ao acordarmos do descanso necessário. Hoje temos necessidades e objetivos diversos e diferentes das épocas antigas, mas continuamos (talvez até mais que antes) presos ao tempo, principalmente dos afazeres externos.

            A escola como ambiente inserido nesse modelo tem o tempo cronológico como um amigo e ao mesmo tempo um inimigo na sua função máxima de formar cidadãos. Inimigo, quando fica preso a burocracias sem reflexões, relatórios estafantes, grade curricular desconexa com o tempo do aluno, disciplinas fragmentadas sem ligação entre si e portanto, sem sentido real. E amiga, quando utiliza deste mesmo tempo para disciplinar, representar e apresentar o mundo aos alunos, com todas as suas demandas de obrigações e compromissos que o mundo “globalizado” assim exige.

            No entanto, só essa representação e apresentação do mundo não é suficiente para a formação integral do aluno, é necessário fazê-lo perceber a dimensão e importância que esse tempo tem para a sociedade e suas conseqüências no seu dia a dia, é importante também a exemplificação do tempo vivido, sentido e intensificado pelas relações de companheirismo, fraternidade, respeito e da intensidade dos atos e atitudes, que conduzem a um aprendizado medido e avaliado dentro de processos históricos da vida de cada um deles.

            Fazer isso acontecer não é fácil, temos algumas formulas que se bem utilizadas podem aproximar-se destes objetivos que são: os eixos temáticos, projetos interdisciplinares, a transdisciplinaridade, a utilização de novas tecnologias e a administração mais eficaz do tempo das atividades e trabalhos desenvolvidos dentro da sala de aula.