sábado, 17 de agosto de 2013

TENENTISMO E A INTENTONA COMUNISTA

Tenentismo

Foi um movimento político-militar que, pela luta armada, pretendia reformar a política. Lutavam pela moralização pública e o fim da corrupção eleitoral, pela economia nacional e não estrangeira e uma educação pública gratuita e obrigatória para todos os brasileiros.
Um dos maiores problemas combatidos pelos Tenentes era a corrupção política e a ação dos chamados “Coronéis” que dominavam regiões várias regiões brasileiras através da força e obrigava as pessoas a votarem em candidatos da sua preferencia. Situação essa que ficou conhecido como “Voto de Cabresto”.




Os Dezoito do Forte: - Trezentos militares que trabalhavam no forte de Copacabana, liderados pelos tenentes, revoltaram-se e tentaram impedir que o então eleito Artur Bernardes tomasse posse da presidência em 1922.
Tropas fiéis ao governo cercaram o forte e a maiorias dos tenentes se entregaram. Porém, 17 deles e um civil saíram para as ruas num combate corpo a corpo. Desse confronto, apenas os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos escaparam com vida.








Revoltas de 1924 (ocorridas em SP e RG do sul): - Liderados pelo general Isidoro Dias, os revoltosos (tenentes que lutavam contra as oligarquias políticas) ocuparam a capital paulista durante 23 dias. Os combates provocaram 500 mortes e milhares de fugitivos que deixaram a cidade que havia sido bombardeada.






A Coluna Prestes


Mil homens fugidos dos conflitos em São Paulo juntaram-se a outros grupos que haviam lutado no sul do país e resolveram se dirigir ao interior do Brasil e buscar apoio da população. As tropas passaram a ser chamada de Coluna Prestes, pois eram liderados por Luis Carlos Prestes e Miguel Costa.





O governo perseguia constantemente as tropas lideradas por Prestes. Durante dois anos a coluna percorreu 24 mil quilômetros e não obteve apoio da população brasileira. Então a coluna se dispersou em 1926, com Prestes indo para a Bolívia e posteriormente para a União Soviética, voltando ao Brasil mais tarde na tentativa de um levante comunista.



Intentona Comunista

A Intentona Comunista também conhecida como Revolta Vermelha de 35 ou Levante Comunista, foi uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas. Foi liderada pelo Partido Comunista Brasileiro em nome da Aliança Nacional Libertadora, ocorreu em novembro de 1935, e foi rapidamente combatida pelas Forças de Segurança Nacional.

Entusiasmados pela composição política europeia pós-primeira guerra mundial, na qual duas frentes disputavam espaço (Fascismo e Comunismo) surgiram dois movimentos políticos no Brasil com estas mesmas características.

Em 1932, sob o comando do político paulista Plínio Salgado foi fundada a Ação Integralista Nacional, de cunho fascista. De extrema direita, os integralistas combatiam com fervor o comunismo.

Paralelamente à campanha Integralista, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) impulsionou a fundação da Aliança Nacional Libertadora, um movimento político radicalmente contrário à Ação Integralista Nacional.
A ANL, criada em 1935, defendia os ideais comunistas e suas propostas iam além daquelas defendidas pelo PCB, como:
  • O não pagamento da dívida externa;
  • A nacionalização das empresas estrangeiras;
  • O combate ao fascismo;
  • A reforma agrária;


No dia 5 de julho de 1935, data em que se celebravam os levantes Tenentistas, Luís Carlos Prestes lançou um manifesto de apoio à ANL, no qual incentivava uma revolução contra o governo. Este foi o estopim para que Getúlio Vargas decretasse a ilegalidade do movimento, além de mandar prender seus líderes.

Com o decreto de Getúlio Vargas, o plano de fazer uma revolução foi colocado em prática.
A ação foi planejada dentro dos quartéis e os militares simpatizantes ao movimento comunista deram início às rebeliões em novembro de 1935, em Natal, no Rio Grande do Norte, aonde os revolucionários chegaram a tomar o poder durante três dias. Em seguida se alastrou para o Maranhão, Recife e por último para o Rio de Janeiro, no dia 27.
Entretanto, os revolucionários falharam com relação à organização. As revoltas ocorreram em datas diferentes, o que facilitou as ações do governo para dominar a situação e frustrar o movimento.

A partir desse episódio, Vargas decretou estado de sítio e deu início a uma forte repressão aos envolvidos na Intentona Comunista. Luís Carlos Prestes foi preso, bem como vários líderes sindicais, militares e intelectuais também foram presos ou tiveram seus direitos cassados.


A ANL não conseguiu concretizar seus planos e a Intentona Comunista não desestabilizou o governo de Getúlio Vargas. O incidente comunista acabou sendo usado como desculpa, pois na época, o governo plantou a denúncia de um plano comunista - Plano Cohen - que ameaçava a ordem institucional, permitindo o golpe que originou o Estado Novo, em 1937.

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