segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
DE 6 DE NOVEMBRO A 6 DE DEZEMBRO, VOTE NO PLEBISCITO NACIONAL POPULAR PELOS 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!
No
último dia 24 de outubro, o Comitê Nacional da Campanha pelos 10% do
PIB para a Educação Pública Já se reuniu na sede do Sindicato Estadual
dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE RJ). Uma das
definições centrais da reunião foi a realização do Plebiscito Nacional
pelos 10% do PIB já para a Educação no período de 6 de Novembro a 6 de
Dezembro.
A pergunta do Plebiscito será: Você é a favor do investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para Educação Pública Já?
Com as possibilidades de resposta Sim ou Não. Também foi definido que
os Estados terão autonomia para colocar uma pergunta específica sobre a
realidade de cada local.
A
reunião refletiu os informes de 15 estados, aonde, ainda que de maneira
desigual, a campanha está avançando. A confecção das cédulas será
descentralizada, para permitir que as perguntas locais sejam
incorporadas, os cartazes nacionais estão sendo confeccionados pelas
entidades envolvidas na campanha e podem ter sua arte reproduzida em
cada local.
Para
a votação, é necessário garantir as cédulas, as listas de votantes, as
atas de apuração, uma urna (que pode ser adquirida com algum sindicato
que as tenha, ou pode ser improvisada, como é característico dos
plebiscitos organizados pelos movimentos sociais) e muita disposição de
debater, conversar e apresentar para a população brasileira esta luta
justa e fundamental para toda a juventude e a classe trabalhadora do
nosso país.
Mãos à Obra! É hora do Plebiscito Nacional pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!
Fonte: http://www.dezporcentoja.blogspot.com/
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A beleza feminina entre Eva e Maria
Eva e Maria constituem os dois polos da beleza feminina na Idade Média. Essa oposição exprime a tensão que existe no próprio coração da imagem da mulher. De um lado, existe Eva, a tentadora e, mais particularmente, a pecadora, que provém de uma leitura sexuada do pecado original. Mas, ao mesmo tempo, a Idade Média não esqueceu que o Deus do Gênesis criou a mulher para que ela fosse a companheira do homem, a fim de não deixá-lo só. Eva representa, assim, essa auxiliar do homem que lhe é necessária. Por outro lado, a Eva da criação e de antes do pecado original está nua, aliás, como Adão. E a arte medieval, de que o casal da criação será um dos grandes temas, introduz o nu feminino na sensibilidade da época.
É por meio dessa referência paradisíaca, dessa presença da nudez, dessa psicologia da tentação, que a Idade Média descobre a beleza feminina.
(...) Eva é uma das encarnações da beleza que leva a Idade Média à descoberta do corpo e, sobretudo, do rosto feminino, presente em numerosos retratos.
Diante de Eva, Maria aparece como a redentora. É a beleza sagrada diante da beleza profana. E a beleza feminina é feita do encontro dessas duas belezas. Mas se o corpo de Maria não é objeto de admiração, seu rosto, o é. E é o duplo rosto da mulher Eva e da mulher Maria que produz essa promoção do rosto feminino, que se impõe principalmente a partir do fim da Idade Média, no século XIII, com o gótico.
LE GOFF, J.; TRUONG, N. Uma história do corpo na Idade Média. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 142-143.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
SP prevê reprovação no 7º ano
Do Metro São Paulo
noticias@band.com.br
A partir do ano de 2012 os alunos da rede pública poderão ser reprovados no sétimo ano
Antes o aluno só podia ser retino no 5º ou no 9º anos Foto: Stock.xchng
A proposta para alterar a progressão continuada
de alunos da rede estadual de ensino foi aprovada ontem pelo governador
Geraldo Alckmin (PSDB).
A partir do ano que vem, os alunos da rede pública poderão ser reprovados no 7º ano do ensino fundamental. Hoje, com a progressão continuada, não há reprovação ao final de cada ano do ensino fundamental, apenas no fim dos ciclos de aprendizagem, ou seja, o aluno só pode ser retido no 5º ou no 9º ano.
A criação da reprovação em três etapas já estava nos planos do governo desde o começo do ano. A intenção é que o aluno tenha maior acompanhamento durante o aprendizado.
O Estado ainda não divulgou oficialmente a mudança, mas informou que será discutida em outubro e pode ser alterada em seguida.
A partir do ano que vem, os alunos da rede pública poderão ser reprovados no 7º ano do ensino fundamental. Hoje, com a progressão continuada, não há reprovação ao final de cada ano do ensino fundamental, apenas no fim dos ciclos de aprendizagem, ou seja, o aluno só pode ser retido no 5º ou no 9º ano.
A criação da reprovação em três etapas já estava nos planos do governo desde o começo do ano. A intenção é que o aluno tenha maior acompanhamento durante o aprendizado.
O Estado ainda não divulgou oficialmente a mudança, mas informou que será discutida em outubro e pode ser alterada em seguida.
sábado, 17 de setembro de 2011
A FAMÍLIA NO CONTEXTO ESCOLAR
Por Ricardo Viana
Praticamente em todos os conceitos e pré-conceitos existente sobre determinado assunto está repleto de concepções equivocadas e que ao longo do tempo foram sendo vistas como corretas ou como modelos perfeitos a serem seguidos. A família é um desses conceitos e vem passando por um processo de mudanças significativas. Maria Rita Kehl em seu texto: “Em defesa da família tentacular” articula de forma primorosa a visão que a sociedade, principalmente os meios de comunicação, propaga e persegue da família dita “perfeita” que na verdade é produto de uma ilusão, pois esse modelo nunca teria existido efetivamente.
Praticamente em todos os conceitos e pré-conceitos existente sobre determinado assunto está repleto de concepções equivocadas e que ao longo do tempo foram sendo vistas como corretas ou como modelos perfeitos a serem seguidos. A família é um desses conceitos e vem passando por um processo de mudanças significativas. Maria Rita Kehl em seu texto: “Em defesa da família tentacular” articula de forma primorosa a visão que a sociedade, principalmente os meios de comunicação, propaga e persegue da família dita “perfeita” que na verdade é produto de uma ilusão, pois esse modelo nunca teria existido efetivamente.
Aquele modelo tradicional, pai, mãe e filhos, já não é unanimidade,
sobretudo nas famílias brasileiras. Hoje vemos uma quantidade grande de
crianças sendo criadas por avós, mães e pais solteiros ou desquitados,
separados, criados pelos irmãos ou tios, além dos casais homossexuais que
recentemente tiveram a concessão para adotar filhos. Acreditar que essa
diversidade de modelos caracteriza a “desestruturação familiar” e que seriam
então responsáveis pela degradação social das crianças de hoje é no mínimo
“relativa” levando em consideração as transformações e mudanças que também
ocorrem em outros segmentos da sociedade brasileira atual, tais como a
degradação do espaço público, dos conceitos religiosos e estruturais,
econômicos e tecnológicos e etc.
Todo esse panorama vem de encontro a uma necessidade da sociedade e
principalmente da escola de enxergar a família com “outros olhos”, não mais com
pré-conceitos, não mais com aquele olhar ora de pena, ora jogando toda a culpa
da conduta errada do aluno nela. É preciso ter os vários modelos de famílias
como parceiras no processo de educação. Se a escola conseguir a aproximação dos
familiares dos alunos, seja ele irmão, tio, avô e ou qualquer um dos
responsáveis, terá dado um grande passo para a efetivação de uma educação mais
democrática e de qualidade.
Tentar a aproximação dessas famílias ao ambiente escolar pode ser
conseguido com a abertura da escola para projetos sociais, palestras
educativas, oficinas e outros que valorizem a participação desses na sociedade
e no acompanhamento dos alunos, fazendo-os sentirem-se acolhidos e respeitados.
As reuniões devem ser, não só para mostrá-los que o aluno precisa melhorar, mas
também para posicioná-los das qualidades e potencialidades que os filhos deles
têm, precisando apenas de estímulos e incentivos. Desta forma as famílias se
conscientizarão que fazem parte da educação escolar de seus filhos, não como
responsáveis únicos desta, mas como parceiros dos professores e da escola nesse
processo.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A Adolescência e o papel do professor
Por Ricardo Viana
A fase mais importante da vida de um indivíduo (e tambêm a mais conflituosa) é a da adolescência.
Momento marcante para muitos em que tudo a sua volta e em sí mesmo parece não se encaixar, seu corpo está mudando, sensações novas são sentidas, dúvidas e incertezas. O jovem sente-se perdido, não sabe se ainda é criança ou se já é adulto e frusta-se ao perceber não ser nem um, nem outro.
A fase mais importante da vida de um indivíduo (e tambêm a mais conflituosa) é a da adolescência.
Momento marcante para muitos em que tudo a sua volta e em sí mesmo parece não se encaixar, seu corpo está mudando, sensações novas são sentidas, dúvidas e incertezas. O jovem sente-se perdido, não sabe se ainda é criança ou se já é adulto e frusta-se ao perceber não ser nem um, nem outro.
De todos os conflitos e incertezas que atravessam os jovens nos dias atuais, podemos destacar dois mais importantes e que os afetam consideravelmente em seu dia e principalmente no ambiente escolar, são: a sexualidade, ocasionada pelas tranformações hormonais e a violência, reflexo da própria desestruturação social da contemporâneidade.
Como o Professor pode interferir nestas problemáticas? Em ambos os casos o papel do professor é extremamente importante, pois muitos alunos tem na imagem deste um referêncial que não pode ser ignorado. O professor (e eu como um) deve trabalhar de forma transdiciplinar, abordando esses temas em sua disciplina de forma a levar os alunos à reflexão crítica dos conceitos e modelos, muitas vezes imposto pela sociedade através da mídia em geral. A banalização do sexo, as diferenças de visões das várias culturas, no passado e presente, em relação ao corpo, sexualidade (homo e hetero) deve ser amplamente discutida, para que os alunos percebam que não são os único na história da humanidade a sentir-se delocados e perdidos. Em relação a violência, despertá-los para a massificação e manipulação que muitas vezes ocorrem nos noticiários, problematizando as divergências e diferenças de opniões e gostos, trabalhando a diversidade cultural e a riqueza existente nela.
Como diz Álvaro Chrispino: "As escolas que valorizam o conflito e aprendem a trabalhar com essa realidade, são aquelas onde o diálogo é permanente, objetivando ouvir as diferenças para melhor decidirem; são aquelas onde o exercício da explicitação do pensamento é incentivado, objetivando o aprendizado da exposição madura das idéias por meio da ssertividade e da comunicação eficaz; onde o curriculo considera as oportunidades para discutir soluções alternativas para os diversos exemplos de conflito (...)".
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